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Rio Grande do Sul

Barão do Triunfo

Tudo sobre Barão do Triunfo, RS.

Localização de Barão do Triunfo

Dossiê da cidade

Esta página reúne os dados estruturados coletados para Barão do Triunfo, com prioridade para as informações oficiais do IBGE.

Nome oficial
Barão do Triunfo
UF
RS
Estado
Rio Grande do Sul
Região
Sul
Código IBGE
4301750
Código UF
43
Gentílico
baronense
Capital
Não
DDD
51
Fuso horário
America/Sao_Paulo
Aniversário
20/03

Contexto histórico e administrativo

Histórico municipal

Em 1889, a imigração europeia chegou à região onde hoje se encontra Barão do Triun­fo. Os colonos desembarcaram em Charqueadas, porto do Rio Jacuí, e daí rumaram em carro­ças puxadas por bois até o local chamado Faxinal, onde foram alojados em barracões construí­dos pelo governo, até se instalarem definitivamente nos lotes de imigração. Partindo de Faxi­nal com suas famílias e todos os seus pertences (ferramentas rudimentares fornecidas pelo governo da província, tais como foices, machados, picões, enxadas, facões) iam abrindo seu próprio caminho e traçando seu destino. A caminhada foi penosa. Em todo o trajeto foram encontradas dificuldades que retardavam o avanço, tais como animais selvagens, matas de di­fícil penetração, terreno acidentado, etc.  Chegando ao local de destino, os imigrantes foram distribuídos em linhas já demarca­das. Os italianos foram assentados nas linhas Dona Francisca, Dona Amélia, Estrada Geral e no local que havia sido destinado para ser a sede da Colônia de Barão do Triunfo. Esse nome foi escolhido em homenagem ao general José Joaquim de Andrade Neves, que se destacou na Guerra dos Farrapos, entre 1835 e 1845. Os poloneses também ocuparam parte da Estrada Ge­ral e do local que hoje é conhecido como Arroio Grande. Os alemães foram assentados nas li­nhas Artur Vilela, Alfredo Silveira e Fernando Abott. Os espanhóis ficaram em parte das li­nhas Alfredo Silveira, Acioli, Brandão e José Montauri. Os suecos, os austríacos e os france­ses, que estavam em pequenos grupos, foram distribuídos em todas as linhas. Depois de alojados em seus lotes e adaptados ao meio, iniciou-se efetivamente a colo­nização. Mesmo sem tecnologia para a agricultura, as colheitas eram fartas, devido à fertilida­de das terras. Cada grupo de imigrantes produzia o que conhecia de seu país de origem. A pro­dução gradativamente foi aumentando. O excedente da produção passou a ser comercializado nas cidades próximas, como Barra do Ribeiro, Guaíba, Arroio dos Ratos e São Jerônimo. Eram os carroceiros da vila que realizavam o transporte: com seus carroções puxados por bur­ros, eles levavam os produtos, que trocavam por outros não existentes na localidade. Essas via­gens levavam por volta de quinze dias, e, entre os produtos comercializados, destacavam-se o vinho, a cachaça, o trigo, o milho e o feijão.  Nos primeiros anos, houve um período de progresso na localidade. Os imigrantes aproveitaram as quedas d’água do local para instalarem pequenas serrarias, moinhos de trigo e milho, descascadeiras de arroz e, também, para produzir energia elétrica. Porém, houve um fator que contribuiu decisivamente para o atraso do desenvolvimento do distrito de Barão do Triunfo, que foi o desastre ecológico ocorrido no dia 15 de janeiro de 1941, quando uma gran­de enchente destruiu, em poucos minutos, residências, moinhos, serrarias, plantações, canti­nas, criações, pontes e pontilhões. O próprio leito do Arroio Baicuru, em certos trechos, foi desviado pela violência das águas. Somente a ponte de Faxinal ficou em pé. Durante dois anos, o distrito ficou isolado do resto do município. Passou a faltar tudo. A agricultura foi des­truída e de fora nada podia chegar, pois não havia estradas, nem pontes; só a pé ou, raramen­te, a cavalo se podia ainda chegar ali. Muitos foram embora, para tentar a sorte em outros lu­gares. Os que permaneceram tiveram que recomeçar do nada, como seus antepassados. Após muita luta e perseverança, vieram dias melhores.  Um fator que contribuiu para minimizar o impacto da enchente foi a criação do Sindi­cato dos Trabalhadores Rurais em Barão do Triunfo. Por iniciativa do vigário local, padre José Wiest, o sindicato foi fundado no dia 13 de setembro de 1963, tendo como primeiro pre­sidente Adario Salatti e como secretário Ludvig Baselevitz.  Contava no momento da funda­ção com 113 associados, chegando hoje a ter mais de quatro mil trabalhadores sindicalizados.

Formação administrativa

Distrito criado com a denominação de Colônia pelo Ato Municipal de 20/08/1892, su­bordinado ao município de São Jerônimo. Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1º/09/1920, o distrito se deno­mina Barão do Triunfo. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito se denomina novamente Colônia de Barão do Triunfo e permanece no município de São Jerônimo. Pelo Decreto Estadual nº 7.199, de 31/03/1938, o nome do distrito de Colônia de Ba­rão do Triunfo é simplificado para Barão do Triunfo. No quadro fixado para vigorar no período de 1939 a 1943, o distrito de Barão do Triun­fo se divide em duas zonas: Barão do Triunfo e Quitéria. No quadro fixado para vigorar no período de 1944 a 1948, o distrito de Barão do triunfo é constituído de dois subdistritos: Barão do Triunfo e Quitéria. Desmembrado de São Jerônimo, Barão do Triunfo é elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 9.571, de 20/03/1992. O município é instalado em 1º/01/1993, constituí­do do distrito sede. Assim permanece em divisão territorial datada de 2020.

Fonte histórica: Barão do Triunfo (RS). Prefeitura. Disponível em: http://www.pmbaraodotriunfo.com.br/novo_site/index.php?nivel=1&exibir=secoes&ID=1. Acesso em: 10 jun. 2017.

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