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São Paulo

Barretos

Tudo sobre Barretos, SP.

Localização de Barretos

Dossiê da cidade

Esta página reúne os dados estruturados coletados para Barretos, com prioridade para as informações oficiais do IBGE.

Nome oficial
Barretos
UF
SP
Estado
São Paulo
Região
Sudeste
Código IBGE
3505500
Código UF
35
Gentílico
barretense
Capital
Não
DDD
17
Fuso horário
America/Sao_Paulo
Aniversário
25/08

Contexto histórico e administrativo

Histórico municipal

A origem de Barretos remete à história dos bandeirantes. Os primeiros chegaram pelos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso, e pelo Triângulo Mineiro, seguindo os mananciais dos rios Grande, Tietê e Paranapanema. Os mineiros na primeira metade do século XIX, desgostosos com a lida na mineração do ouro e das pedras preciosas, abandonaram a batéia e o carumbé, e seguindo as quebradas do Rio Grande, acompanhados da família, de criados e de agregados, desceram pelos vales do Rio Grande e seus afluentes, até o Sertão da Farinha Podre (Uberaba), Arraial Bonito do Capim Mimoso (Franca) e Campos de Batataes. Os intrépidos exploradores deste sertão até então desconhecido foram, dentre outros, os companheiros de Bartholomeu Bueno da Silva, o célebre Anhanguéra, e alguns outros aventureiros, procedentes do Sul do estado de Minas Gerais, que por muito tempo permaneceram a margem direita do Rio Grande e do Rio Pardo. Mais tarde, à procura das terras devolutas, vieram criadores de gado em busca de melhores condições para o desenvolvimento de seus rebanhos. Transpondo as barreiras do Rio Pardo, nas alturas do Bom Sucesso, do Cajuru e do Pontal, exploradores mineiros chegaram buscando encontrar parentes que, adentrando por entre os sertões, haviam alcançado as regiões de Campinas, Rio Claro e Araraquara, grandes estações de povoamento do Noroeste Paulista. Dentre inúmeros nomes, vamos encontrar o do alferes João José de Carvalho, o maior latifundiário da região, que possuía mais de 100.000 alqueires em ambas as margens do Rio Pardo, na “Santo Ignácio” e nas “Palmeiras”; o tenente Francisco Antonio Diniz Junqueira, proprietário da “Invernada” e da “Pitangueiras”, terras entrecortadas pelo mesmo rio; o tenente José Antônio de Souza e Silva, dono da “Bagagem”, Francisco Dias de Mesquita, Jesuíno Guimarães e Muniz Camacho, senhores da fazenda “Perdizes”; Gabriel Correa de Moraes e Antonio José Botelho, proprietários do “Rio Velho”; Hygino Martins do Amorim e Manoel Gonçalves de Souza, descobridores da famosa “Cachoeira do Marimbondo” e primeiros donos da fazenda do mesmo nome. Finalmente, destaca-se a figura de Francisco José Barreto, fundador de Barretos e doador de seu patrimônio. Segundo os registros, Francisco José Barreto tinha sido capataz da comitiva que levou o tenente Francisco Antonio até o Sul de Minas para tomar posse das terras da Barra do Pitangueiras. Após a expedição, o tenente orientou Barreto que seguisse em direção às cabeceiras daquele ribeirão e, após uma certa distância, tomasse posse para si das terras. A origem de Francisco José Barreto, no entanto, é historicamente incerta. Uns dizem que era de Carmo dos Tocos (atual Paraguaçu), outros que era natural de São José da Campanha e outros que ele teria nascido em Caldas Velha (hoje Caldas). O certo é que era de origem mineira, de onde saiu com toda família em 1831. Francisco Barreto e sua esposa Ana Rosa, acompanhados pelos filhos, genros e noras, além de seu irmão Antônio, Simão Antonio Marques, o “Librina”, e sua esposa Joana Maria de Azevedo, filhos, um irmão, e ajudantes andaram por dias a fio, percorrendo longos caminhos e abrindo picadas à força do braço e do facão. Antes de chegar a Barretos, passaram por São Bento de Aracoara, Arraial Bonito do Capim Mimoso (atual Franca), Mato Grosso de Batatais e Morro do Chapéu (atual cidade de Morro Agudo). Atingiram a barranca do Rio Pardo, alcançando o córrego Cachoeirinha, improvisando canoas para realizarem a travessia do caudal. Finalmente assentaram-se à beira do Ribeirão das Pitangueiras, num local denominado por “Fazendinha”. Com o passar do tempo, a sede da então Fazenda Fortaleza foi transferida para as proximidades do antigo sanatório Mariano Dias, local onde hoje existe o “Marco Histórico”.

Formação administrativa

Distrito criado com a denominação de Espírito Santo de Barretos, pela Lei Provincial n.º 42, de 16-04-1874, subordinado ao município de Jaboticabal. Elevado à categoria de vila com a denominação de Espírito Santo de Barretos, pela Lei Provincial n.º 22, de 10-03-1885, desmembrado de Jaboticabal. Sede na vila de Espírito Santo de Barretos. Constituído do distrito sede. Instalado em 31-01-1890. Elevado à condição de cidade com a denominação de Espírito Santo de Barretos, pela Lei Municipal datada de 08-01-1897. Pela Lei Estadual n.º 1.021, de 06-11-1906, o distrito de Espírito Santo de Barretos passou a denominar-se Barretos. Pela Lei Estadual n.º 1.027, de 30-11-1906, é criado o distrito de Laranjeiras e anexado ao município de Barretos. Pela Lei Estadual n.º 1.035, de 18-12-1906, é criado o distrito de Vila Olímpia e anexado ao município de Barretos. Pela Lei Provincial n.º 1.139, de 31-10-1908, é criado o distrito de Monte Verde e anexado ao município de Barretos. Pela Lei Estadual n.º 1.141, de 16-11-1908, é criado o distrito de Itambé e anexado ao município de Barretos. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 5 distritos: Barretos (ex-Espírito Santo de Barretos), Itambé, Laranjeiras, Monte Verde e Vila Olímpia. Pela Lei Estadual n.º 1.404, de 23-12-1913, o distrito de Monte Verde passou a denominar-se Cajobi. Pela Lei Estadual n.º 1.571, de 07-12-1917, são desmembrados do município de Barretos os distritos de Olímpia (ex-Vila Olímpia) e Cajobi (ex-Monte Verde), para constituir o novo município de Olímpia. Pela Lei Estadual n.º 1.572, de 07-12-1917, é criado o distrito de Colina e anexado ao município de Barretos. Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1-IX-1920, o município de Barretos é constituído de 4 distritos: Barretos, Colina, Itambé e Laranjeiras. Pela Lei Estadual n.º 2.019, de 26-12-1924, é criado o distrito de Jaborandi e anexado ao município de Barretos. Pela Lei Estadual n.º 2.096, de 24-12-1925, são desmembrados do município de Barretos os distritos de Colina e Jaborandi, para constituir o novo município de Colina. Em divisão administrativa referente ao ano 1933, o município é constituído de 3 distritos: Barretos, Itambé e Laranjeiras. Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município aparece constituído de 4 distritos: Barretos, Fortaleza, Itambé e Laranjeiras. Pelo Decreto Estadual n.º 9.775, de 30-11-1938, o distrito de Fortaleza é extinto, sendo seu território anexado ao distrito sede do município de Barretos. Sob o mesmo decreto é criado o distrito de Frigorífico e anexado ao município de Barretos. No quadro fixado para vigorar no período 1939-1943, o município é constituído de distrito 4 distritos: Barretos, Frigorífico, Itambé e Laranjeiras. Pelo Decreto-lei Estadual n.º 14.334, de 30-11-1944, foram extintos os distritos de Frigorífico e Laranjeiras, sendo seus territórios anexados ao distrito sede do município de Barretos. Sob o mesmo Decreto foram criados os distritos de Amoreira e Colômbia, criados com terras do extinto distrito de Laranjeiras e ainda foi alterada a denominação do distrito de Itambé para Ibitu. No quadro fixado para vigorar no período 1944-1948, o município é constituído de 4 distritos: Barretos, Ibitu (ex-Itambé), Colômbia e Amoreira. Pela Lei Estadual n.º 233, de 24-12-1948, o distrito de Amoreira passou a denominar-se Alberto Moreira. Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 4 distritos: Barretos, Alberto Moreira (ex-Amoreira), Colômbia e Ibitu. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1955. Pela Lei Estadual n.º 5.285, de 18-02-1959, é desmembrado do município de Barretos o distrito de Colômbia. Elevado à categoria de município. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 3 distritos: Barretos Ibitu e Alberto Moreira. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2009.

Fonte histórica: Barretos (SP). Prefeitura. 2015. Disponível em: http://www.barretos.sp.gov.br/cidade. Acesso em: jan. 2015.

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