HB Hospedagem Brasileira
Minas Gerais

Belo Horizonte

Tudo sobre Belo Horizonte, MG.

Localização de Belo Horizonte

Dossiê da cidade

Esta página reúne os dados estruturados coletados para Belo Horizonte, com prioridade para as informações oficiais do IBGE.

Nome oficial
Belo Horizonte
UF
MG
Estado
Minas Gerais
Região
Sudeste
Código IBGE
3106200
Código UF
31
Gentílico
belo-horizontino
Capital
Sim
DDD
31
Fuso horário
America/Sao_Paulo
Aniversário
12/12

Contexto histórico e administrativo

Histórico municipal

Foi à procura de ouro que, no distante 1701, o bandeirante João Leite da Silva Ortiz chegou à serra de Congonhas. Em lugar do metal, encontrou uma bela paisagem, de clima ameno e próprio para a agricultura. Resolveu ficar: construiu a Fazenda do Cercado, onde desenvolveu uma pequena plantação e criou gado. O progresso da fazenda logo atraiu outros moradores e um arraial começou a se formar em seu redor. Viajantes que por ali passavam, conduzindo o gado da Bahia em direção às minas, fizeram da região um ponto de parada. O povoado foi batizado de Curral del Rei. Da serra de Congonhas mudou-se o antigo nome: é hoje a nossa Serra do Curral. Nossa Senhora da Boa Viagem, a quem os forasteiros pediam proteção, tornou-se padroeira do local. Aos poucos, o Curral del Rei foi crescendo, apoiado na pequena lavoura, na criação e comercialização de gado e na fabricação de farinha. Algumas poucas fábricas, ainda primitivas, instalaram-se pela região: produzia-se algodão, fundia-se ferro e bronze. Das pedreiras, extraía-se granito e calcário. Frutas e madeiras eram vendidas para outros locais. Com a decadência da mineração, o arraial se expandiu. Das 30 ou 40 famílias existentes no início, saltou para a marca de 18 mil habitantes. Elevado à condição de Freguesia, mas ainda subordinado a Sabará, o Curral del Rei englobava as regiões de Sete Lagoas, Contagem, Santa Quitéria (Esmeraldas), Buritis, Capela Nova do Betim, Piedade do Paraopeba, Brumado Itatiaiuçu, Morro de Mateus Leme, Neves, Aranha e Rio Manso. Vieram as primeiras escolas, o comércio se desenvolveu. No centro do arraial, os devotos ergueram a Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem. Esse ciclo de prosperidade, contudo, durou pouco. As diversas regiões que constituíram o arraial foram se tornando autônomas, separando-se dele. A população rapidamente diminuiu e a economia local entrou em decadência. Já no final do século passado, restavam mais de 4 mil habitantes. A Proclamação da República, em 1889, vem trazer aos curralenses a esperança de transformações. Para entrar na era que então se anunciava, deixando para trás o passado monárquico, aos sócios do Clube Republicano do arraial propuseram a mudança de seu nome para Belo Horizonte. Foi nesse clima de euforia que os horizontinos receberam a notícia da nova construção da nova capital. Durante três dias o arraial se pôs em festa, com missa solene, discursos, bandas de música e bailes. Seus habitantes já sonhavam com modernização e o progresso que a capital traria para a região. Nem imaginavam que, nos planos dos construtores, não havia espaço reservado para eles. A discussão sobre a mudança da capital mineira não surgiu no século passado; era, ao contrário, uma idéia muito antiga. A primeira tentativa de transferir a sede do Governo para uma cidade diferente de Ouro Preto data de 1789, quando os inconfidentes planejaram instalar a capital de sua república em São João Del Rei. Depois disso, mais quatro tentativas foram feitas, todas fracassadas. A questão só veio a ser considerada após a Proclamação da República. Só que dessa vez, não se trava de uma simples transferência, mas a construção de uma nova cidade. Em 1891, o presidente do Estado, Augusto de Lima, formulou um decreto determinando a transferência da capital para um lugar que oferecesse condições precisas de higiene. Adicionada à Constituição Estadual, a lei provocou muitos protestos da população ouropretana. Os mineiros dividiram-se entre os 'mudancistas', favoráveis à nova capital, e os 'não-mudancistas'. Cada um desses grupos fundou seu jornal, promovendo reuniões e debates. O Governo Estadual, enfrentando essas disputas, criou uma Comissão de Estudos para indicar, dentre cinco localidades, a mais adequada para a construção da nova cidade. O Congresso mineiro, a quem cabia a decisão final, votou a favor de Belo Horizonte. Assim, a 17 de dezembro de 1893, a lei n.º 3 foi adicionada à Constituição Estadual, determinando que a nova sede do Governo fosse erguida em Belo Horizonte, chamando-se Cidade de Minas. No prazo máximo de quatro anos, a capital deveria ser inaugurada. A lei criava ainda a Comissão Construtora, composta de técnicos responsáveis pelo planejamento e execução das obras. Em sua formação, estavam alguns dos melhores engenheiros e arquitetos do país, chefiados por Aarão Reis. Belo Horizonte foi inaugurada a 12 de dezembro de 1897, por uma exigência da Constituição do Estado, porém sua construção não estava finalizada devido a crises que acometiam o país que limitava recursos para finalização do projeto. Nas duas primeiras décadas do século XX, Belo Horizonte viveu, alternadamente, períodos de grande crise e surtos de desenvolvimento. As fases de maior crescimento corresponderam aos anos de 1905, 1912-13 e 1917-19.

Formação administrativa

Distrito criado com a denominação de Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral del Rey, por Ordem Régia de 1750. Pelo Decreto Estadual n.º 36, de 12-04-1890, o distrito de Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral del Rey foi renomeado como Belo Horizonte. A Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, confirmou a criação do distrito de Belo Horizonte. Elevado à categoria de município e Capital, com a denominação de Cidade de Minas, pela Lei Estadual n.º 3, de 17-12-1893, e Decretos Estaduais n.º 716, de 05-06-1894 e 776, de 30-08-1894. Desmembrado do município de Sabará. Instalada em 12-12-1897. Pela Lei Estadual n.º 302, de 01-07-1901, o município e capital de Cidade de Minas passou a denominar-se Belo Horizonte. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911 e nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 01-IX-1920, município já denominado Belo Horizonte é constituído do distrito sede. Pela Lei Estadual n.º 843, de 07-09-1923, é criado o distrito de Venda Nova (ex-povoado), com território desmembrado do distrito sede de Belo Horizonte, acrescido de uma parte do distrito da sede do município de Santa Luzia do Rio das Velhas e anexado ao município de Belo Horizonte. Em divisão administrativa referente ao de 1933, o município é constituído de 2 distritos: Belo Horizonte e Venda Nova. Assim permanecendo em divisões territoriais de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. Pelo Decreto-lei Estadual n.º 148, de 17-12-1938, o distrito de Venda Nova foi transferido de Belo Horizonte para o município de Santa Luzia. No quadro fixado para vigorar no qüinqüênio 1939-1943, o município é constituído do distrito sede. Pela Lei n.º 336, de 27-12-1948, o município de Belo Horizonte adquiriu novamente o distrito de Venda Nova município de Santa Luzia. Em divisão territorial datada de I-VII-1960, o município é constituído de 2 distritos: Belo Horizonte e Venda Nova. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1993. Pela Lei n.º 6.936, de 16-08-1995, é criado o distrito de Barreiro e anexado ao município de Belo Horizonte. Em divisão territorial datada de 2005, o município é constituído de 3 distritos: Belo Horizonte, Barreiro e Venda Nova. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte histórica: Belo Horizonte (MG). Prefeitura. 2014. Disponível em: http://portalpbh.pbh.gov.br. Acesso em: jan. 2014.

Nenhum local cadastrado em Belo Horizonte ainda.

Explorar outros locais