Boa Vista do Buricá
Tudo sobre Boa Vista do Buricá, RS.
Localização de Boa Vista do Buricá
Dossiê da cidade
Esta página reúne os dados estruturados coletados para Boa Vista do Buricá, com prioridade para as informações oficiais do IBGE.
- Nome oficial
- Boa Vista do Buricá
- UF
- RS
- Estado
- Rio Grande do Sul
- Região
- Sul
- Código IBGE
- 4302204
- Código UF
- 43
- Gentílico
- boa-vistense
- Capital
- Não
- DDD
- 55
- Fuso horário
- America/Sao_Paulo
- Aniversário
- 02/12
Contexto histórico e administrativo
Histórico municipal
A colonização do território onde hoje se encontra Boa Vista do Buricá iniciou em meados da década de 1920, quando as terras do “além Buricá” começaram a ser loteadas pela administração de Palmeira das Missões; de posse do governo, eram compradas por companhias que se organizavam para vender os lotes para particulares. A propaganda para a venda se baseava principalmente na fertilidade do solo; eram ainda concedidas boas condições de pagamento e prometia-se habitação para o período de desmatamento e erguimento do próprio teto. No ano de 1928, ocorreu a entrada dos primeiros colonizadores de origem germânica. Levas e levas de agricultores da região das “colônias velhas” – hoje vales do Rio Pardo e do Rio Taquari – deixaram suas terras e se aventuraram em busca de melhores condições de vida em áreas ainda desconhecidas e pouco habitadas do estado do Rio Grande do Sul. Assim como os teuto-brasileiros, também compraram terras no local algumas famílias de descendentes de italianos, oriundos de Caxias do Sul, Farroupilha e Bento Gonçalves. Quando os colonizadores teuto-brasileiros chegaram, praticamente não havia mais tribos indígenas sediadas nessa área. O que havia eram pequenos grupos de índios ou caboclos que viviam quase como nômades, plantando um pouco para sua sobrevivência, caçando e pescando. Mais tarde, era comum que prestassem serviços aos colonizadores – fabrico de cestos, derrubada de árvores – em troca de dinheiro ou comida. Aos poucos, e à medida em que as terras eram compradas pelos colonizadores, essas populações nativas foram saindo da região. As dificuldades enfrentadas no início da colonização foram inúmeras e variadas. Iam desde a falta absoluta de infraestrutura – transporte, comunicação, atendimento de saúde – até a escassez de alimentos, uma vez que se dependia unicamente da produção local. Em busca de melhores condições de vida e por meio da cooperação, rapidamente a comunidade conseguiu construir sua escola, igreja e algum comércio de produtos de primeira necessidade. Um dos aspectos mais marcantes da primeira metade do século XX foi a proibição de se falar no Brasil a língua alemã, motivada pela Segunda Guerra Mundial, que colocava os dois países em lados opostos. O problema é que grande parte dos colonizadores da localidade não dominava a língua portuguesa e toda a comunicação, nas escolas, nas igrejas e na sociedade como um todo, era realizada em alemão. Estabeleceu-se um grande conflito entre os moradores e as autoridades, que contratavam espiões para fiscalizar e prender os transgressores, muitas vezes de forma violenta. Em 1961, ocorreu o primeiro plebiscito para a formação de Boa Vista do Buricá, mas os votos contrários prevaleceram, motivados principalmente pela disputa entre Ivagaci e a atual sede para a instalação da sede municipal. Um ano mais tarde, foi realizado o segundo plebiscito, e desta vez o “sim” venceu. Assim, em 2 de dezembro de 1963, foi criado o município de Boa Vista do Buricá. O nome Boa Vista do Buricá deve-se a dois aspectos: o primeiro, “boa vista”, remete à visão que se tem das cabeceiras do Lajeado Alpargatas, quando deságua no Rio Buricá, a partir das coxilhas que separam a atual sede da comunidade de Ivagaci. Já Buricá é o nome do importante rio que banha as terras do município. A origem dessa palavra é tupi-guarani: “buri” é uma espécie de palmeira e “caã” significa mato. Nos primeiros anos da colonização, havia abundância dessas palmeiras na região; enquanto a derrubada das matas ocorria de forma intensa, essas palmeiras eram preservadas, pois suas longas folhas serviam de alimento para o gado, principalmente durante o inverno, seu frutinho servia de alimento tanto aos pequenos animais quanto ao homem e seu tronco, ao ser escavado, podia ser usado como condutor de água.
Formação administrativa
Em divisões territoriais datadas de 31/12/1936 e 31/12/1937, o distrito de Santa Teresinha figura no município de Palmeira. Pelo Decreto-Lei Estadual nº 720, de 29/12/1944, o distrito de Santa Teresinha toma a denominação de Ivagaci e é transferido do município de Palmeira das Missões (Palmeira) para o de Santa Rosa. Pela Lei Estadual nº 2.526, de 15/12/1954, o distrito de Ivagaci é desmembrado de Santa Rosa para constituir o novo município de Três de Maio. Pela Lei Municipal nº 2, de 15/06/1955, o distrito de Ivagaci toma a denominação de Boa Vista do Buricá. Desmembrado de Três de Maio, Boa Vista do Buricá é elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 4.624, de 02/12/1963. O município é instalado em 04/04/1964, constituído do distrito-sede. Pela Lei Estadual nº 9.608, de 02/03/1992, Boa Vista do Buricá adquire do município de Crissiumal o distrito de Candelária. Pela Lei Estadual nº 10.635, de 28/12/1995, o distrito de Candelária é desmembrado de Boa Vista do Buricá e elevado à categoria de município, com a denominação de Nova Candelária. Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído do distrito-sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2020.
Fonte histórica: BOA VISTA DO BURICÁ (RS). Prefeitura. Disponível em: http://boavistadoburica.rs.gov.br/site/historia.php?id=2. Acesso em: 10 jun. 2017.
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