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Goiás

Caiapônia

Tudo sobre Caiapônia, GO.

Localização de Caiapônia

Dossiê da cidade

Esta página reúne os dados estruturados coletados para Caiapônia, com prioridade para as informações oficiais do IBGE.

Nome oficial
Caiapônia
UF
GO
Estado
Goiás
Região
Centro-Oeste
Código IBGE
5204409
Código UF
52
Gentílico
caiaponiense
Capital
Não
DDD
64
Fuso horário
America/Sao_Paulo
Aniversário
29/07

Contexto histórico e administrativo

Histórico municipal

Apesar dos escassos registros existentes, sabe-se que uma caravana encabeçada por José do Carmo Goulart de Andrade e sua esposa Maria Leopodina Vilela Junqueira, compondo o grupo, também parentes, amigos e escravos do casal, vindos de Minas Gerais, principalmente das cidades de São João Del Rei, Prata e Sacramento, adentram ao sertão goiano e, trazendo consigo apenas um pequeno rebanho bovino, chega à região e aqui se instala em meados de 1839. Em 1845, é construída a primeira capela em devoção ao Divino Espírito Santo, padroeira da comunidade, a partir daí o povoado começa a adquirir aspecto de cidade com aparência das existentes ao Sul de Minas Gerais cuja base econômica se dava apenas pela criação de gado e cultivo de lavoura para subsistência da população local. Desta forma, seduzidos pelas terras rudimentares de Goiás, mais imigrantes, procedentes também de Minas Gerais, chegam à região do sudoeste goiano. Com isso, o Senhor José do Carmo Goulart de Andrade e sua esposa Maria Leopodina Junqueira Vilela, resolveram ir à Capital da Província de Goiáz, a época Cidade de Goiás, requerer 4 (quatro) lotes dessas terras, localizadas na bacia do Rio Caiapó, Rio Claro e Rio Bonito. Os quais foram concedidos em 1856. As terras foram divididas das seguintes formas: Fazenda Três Pontes, ficando para o casal Capitão José Junqueira Vilela e Maria Esméria Vilela; Fazenda Campo Belo para Joaquim José Junqueira Vilela e sua esposa Antônia Maria Vilela; Fazenda Babilônia para o casal Gabriel Junqueira Vilela e Felicidade Esméria Vilela e, por derradeiro, Fazenda Torres do Rio Bonito para o casal José do Carmo Goulart de Andrade e Maria Leopodina Junqueira Vilela. Pelo fato, das terras do senhor “Major Neca”, ou seja, Fazenda Torres do Rio Bonito, se encontrarem bem localizadas geograficamente, ou seja, o famoso acidente geográfico “Gigante Adormecido” o qual se encontrava no vale do Rio Bonito, com uma altitude privilegiada e ainda por conter o córrego (Buriti) que se prestou a fornecer água às pessoas daquela época, foi feita uma doação de cerca de 700 (setecentos) alqueires em favor da capela do Divino Espírito Santo, padroeiro do povoado, para a formação da comunidade. O lugarejo, em 1864, recebeu o mesmo nome da terra da qual se originou, isto é: Torres do Rio Bonito.

Formação administrativa

Distrito criado com a denominação de Torres do Rio Bonito, pela Lei ou Resolução Provincial n.º 1, de 05-11-1855, subordinado ao município de Rio Verde. Elevado à categoria de vila com a denominação de Torres do Rio Bonito, pela Lei ou Resolução Provincial n.º 508, de 29-07-1873, desmembrado de Rio Verde. Constituído do distrito sede. Instalado em 07-01-1874. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município já denominado Rio Bonito é constituído do distrito sede. Pelo Decreto n.º 4, de 13-12-1930, é criado o distrito de Baliza e anexado ao município de Rio Bonito. Em divisão administrativa referente ao de 1933, o município aparece com 3 distritos: Rio Bonito, Bom Jardim e Baliza. Pela Lei Estadual n.º 91, de 27-10-1936, alterado em seus limites pelo Decreto-lei n.º 5.911 de 11-07-1942, são desmembrados do município de Rio Bonito os distritos de Baliza e Bom Jardim, para formar o novo município de Baliza. Pelo Decreto-lei n.º 8.305, de 31-10-1943, o município de Rio Bonito passou a denominar-se Caiapônia. Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município já denominado Caiapônia é constituído do distrito sede. Pela Lei Municipal n.º 87, 11-11-1952, é criado o distrito de Piranhas e anexado ao município de Caiapônia. Pela Lei Estadual n.º 812, de 14-10-1953, é desmembrado do município de Caiapônia o distrito de Piranhas. Elevado à categoria de município. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960. Pela Lei Estadual n.º 7.188, de 12-11-1968, é criado o distrito de Palestina e anexado ao município de Caiapônia. Pela Lei Estadual n.º 7.215, de 13-11-1968, é criado o distrito de Doverlândia e anexado ao município de Caiapônia. Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o município é constituído de 3 distritos: Caiapônia, Doverlândia e Palestina. Pela Lei Estadual n.º 9.196, de 14-05-1982, é desmembrado do município de Caiapônia o distrito de Doverlândia. Elevado à categoria de município. Em divisão territorial datada de 18-VIII-1988, o município é constituído de 2 distritos: Caiapônia e Palestina. Pela Lei Estadual n.º 10.404, de 30-12-1987, é desmembrado do município de Caiapônia o distrito de Palestina. Elevado à categoria de município com a denominação de Palestina de Goiás. Em divisão territorial datada de 2003, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2018.

Fonte histórica: Caiapônia (GO). Prefeitura. 2017. Disponível em: http://www.caiaponia.go.gov.br/sobre-o-municipio/nossa-historia. Acesso em: mar. 2017.

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