HB Hospedagem Brasileira
Bahia

Correntina

Tudo sobre Correntina, BA.

Localização de Correntina

Dossiê da cidade

Esta página reúne os dados estruturados coletados para Correntina, com prioridade para as informações oficiais do IBGE.

Nome oficial
Correntina
UF
BA
Estado
Bahia
Região
Nordeste
Código IBGE
2909307
Código UF
29
Gentílico
correntinense
Capital
Não
DDD
77
Fuso horário
America/Sao_Paulo
Aniversário
30/03

Contexto histórico e administrativo

Histórico municipal

O Município de Correntina surgiu a partir do processo de ocupação da Região Oeste da Bahia que se desenvolveu, segundo Miranda (2000), com as migrações de povos nômades nos deslocamentos de uma região para a outra, principalmente nos vales potâmicos em busca de pesca, frutos e caças e alojaram-se nos locais onde havia abundância desses recursos naturais. Tal fato perdurou por vários milênios. Essa situação gerou, portanto, outro tipo de povoamento, dando origem a pequenos povoados e arraiais cujo desenvolvimento econômico, em relação a outras regiões do país se dava de forma relativamente lenta, conservando, durante séculos o mesmo modo de produção. Segundo a história, os primeiros habitantes foram os povos silvícolas (indígenas), tendo habitado segundo registro de vestígios, na Fazenda Tatu e em outras partes do Município. Outro fator que contribuiu para o aumento da população na região de Correntina foi a famosa “Seca Grande” que ocorreu entre (1791 e 1793), atingindo a região nordeste, principalmente os estados do Ceará e do Piauí. Esse fator climático serviu como força de repulsão de nordestinos à procura de melhores condições de vida em outras regiões. Nesse caso a Bahia, sobretudo Correntina, foi receptora desses imigrantes. Correntina surgiu a partir de um movimento bastante conhecido pelo Brasil no período colonial: A corrida pelo ouro. Segundo Baiano (2006), a exploração do ouro, ainda que em decadência em outras áreas do país, motivou a busca por outros mananciais auríferos, ocasionando o desbravamento de terras à margem de rios, cujo potencial mineral era muito grande. As expedições denominadas “Entradas” e “Bandeiras”, lideradas por Bartolomeu Bueno da Silva, Belchior Dias Moreira e Matias Cardoso de Almeida, chegaram às terras baianas entre 1700 a 1790. Eles foram trazidos para Correntina porque era comum encontrar grandes quantidade de minerais como ouro, diamante e esmeraldas A partir das expedições do Padre Anacleto Pereira dos Santos começa a surgir o povoado para servir de apoio aos garimpeiros. Este foi o primeiro núcleo de formação do povoado, (BAIANO, 1996, p.23). Não foi só o ouro que atraiu migrantes, mas também o potencial hídrico contribuiu para o povoamento desse pedaço de chão. Banhado por vários rios e dezenas de córregos que cortam o município, tornava fácil o desenvolvimento da produção. Alguns que vieram apenas para explorar o Rio Rico tinham que produzir para alimentar os caçadores de ouro e assim foram se fixando, construindo famílias e apossando das terras. Assim começaram a surgir as pequenas propriedades e a produção desenvolveu-se cada vez mais. Também com as passagens das Bandeiras para Goiás e Mato Grosso, comandadas as Expedições pelo Baiano Francisco José Teixeira, 1792 e 93, em reconhecimento da Bacia do São Francisco, chegou vindo de Carinhanha, onde começou a exploração das nossas jazidas auríferas. Uma curiosidade que se conta também é sobre o sumiço de um grupo de éguas na região. Por causa do sumiço de vários animais, de propriedade do fazendeiro Joaquim Amorim Castro da Gama, a esposa dele Dona Caetana C. Brandão de Carinhanha fez uma promessa a Nossa Senhora da Glória de construir uma igreja nas terras onde os animais fossem encontrados. As éguas estavam às margens do Rio Rico, onde bebiam água e pastava o capim verde. Foi assim, que surgiu a primeira Igreja de Nossa Senhora da Glória e ao mesmo tempo o rio passou a se chamar Rio das Éguas. A cada dia, a comunidade de Nossa Senhora do Rio das Éguas concentrou exploradores em busca de ouro nos rios Arrojado e Formoso. Para facilitar a viagem, esses exploradores faziam pouso às margens do Rio das Éguas. A notícia em abundância levou o ouvidor de Goiás a autorizar a invasão da área explorada, e assim os baianos e goianos foram às armas, ganhando a Bahia o litígio com a intervenção do Conselho Ultramarino. Os marcos geográficos ainda são problemas até hoje na divisa da Bahia e Goiás.

Formação administrativa

Elevado à categoria de vila e distrito criado com a denominação de Correntina, pela Lei Provincial n.º 973, de 15-05-1866, desmembrado de Carinhanha. Sede na povoação de Rio das Éguas. Constituído do distrito sede. Instalada em 13-05-1867. Pelas Leis Provinciais n.ºs 1960, de 08-06-1880 e 2579, de 04-05-1988, a vila é extinta, sendo seu território anexado a vila de Carinhanha. Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Correntina, pelo Ato n.º 319, de 05-05-1891, desmembrado de Carinhanha. Sede no antigo distrito de Correntina. Constituído do distrito sede. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. Em divisão territorial datada 1-VII-1950, o município permanece constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-1-1979. Pela Lei Estadual n.º 4.023, de 13-05-1982, é criado o distrito de São Manoel do Norte (ex-povoado) e anexado ao município de Correntina. Em divisão territorial datada 1988, o município é constituído de 2 distritos: Correntina e São Manoel do Norte. Em divisão territorial datada 2019, o município é constituído de 3 distritos: Correntina, Rosário e São Manoel do Norte. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.

Fonte histórica: CORRENTINA (BA). Prefeitura. Disponível em: https://www.correntina.ba.gov.br/prefeitura/historia/. Acesso em: 22 nov. 2024.

Nenhum local cadastrado em Correntina ainda.

Explorar outros locais