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Minas Gerais

Itanhandu

Tudo sobre Itanhandu, MG.

Localização de Itanhandu

Dossiê da cidade

Esta página reúne os dados estruturados coletados para Itanhandu, com prioridade para as informações oficiais do IBGE.

Nome oficial
Itanhandu
UF
MG
Estado
Minas Gerais
Região
Sudeste
Código IBGE
3133105
Código UF
31
Gentílico
itanhanduense
Capital
Não
DDD
35
Fuso horário
America/Sao_Paulo
Aniversário
07/09

Contexto histórico e administrativo

Histórico municipal

HISTÓRICO - Acerca do nome Itanhandu, que serve desde de tempos remotos de denominação ao ribeirão que nasce no município e conflui com o rio Verde nos mesmo limite, constam referências nos anais da Diocese de Campanha, datados do século XVIII. Obscura é a origem do nome do ribeirão Itanhandu, único vestígio dos primórdios do núcleo inicial de longíqua era; quanto à toponímia, conhecidos tupinólogos fazem a seguinte definição: 'ita' (pedra) - 'nhandu' (ema): - pedra da ema ou pedra da avestruz, segundo tradução de Alfredo de Carvalho. Existia então pequeno aglomerado, circundado por diversas fazendas, das quais sobressai, em virtude de suas dim ensões, a fazenda da Barra, assim denominada por se achar situada próxima à confluência dos rios Passa Quatro e Verde, pertencendo a mesma à família Caetano. Das primeiras pessoas que se fixaram no município,somente ficou o registro das famílias Caetano, Monteiro, Joaquim de Almeida Campos, Jacob Zaroni, Pedro Guedes, José Carneiro Santiago,NIcolau Serpa, Delfim Pereira Pinho, José Araújo Braga, Brasiliano Midões e José Lopes, por volta de 1870, em caráter definitivo. Tomando o nome de Barra do Rio Verde, o então já o pequeno arraial contava com regular número de moradores, construindo Joaquim de Almeida Campos, asb suas expensas, uma capela sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, doando, bem assim, as terras para a formação de seu patrimônio. A imagem de Nossa Senhora da Conceição, orago da igreja matriz de Itanhandu, é a efígie original que Joaquim de Almeida Campos doou à primitiva capela. Correndo venturoso o ano de 1882, o promissor arraial da Barra do Rio Verde - mais tarde Estação de Capivari e, hoje Itanhandu - viu atendida uma das suas aspirações, assistindo festivamente à chegada das primeiras turmas de ferroviários, vindos para darem início aos trabalhos de construção das linhas da Estrada de Ferro Minas e Rio, hoje Rede Mineira de Viaçõao. Levada a construção a feliz término, foi o tráfego inaugurado em 1884 e a nova estação ferroviária denominada Estação do Capivari. Contando o arraial com regular número de moradores, foram estes constryuindo suas residências nas proximidades da Estação Férrea. A 'Estação do Capivari' ficou servindo de escoadouro para o distrito de Santana do Capivari, ao qual pertencia o território do arraial da Barra do Rio Verde. Em 1904, os moradores do arraial demudaram a denominação para Itanhandu, motivando a escolha desse nome a proximidade do ribeirão Itanhandu. Embora sofrendo contínuos entraves, o crescente arraial se impôs nas esferas governamentais sendo elevado a distrito, em 1911. Hospedando um povo laborioso, o novo distrito progrediu rapidam ente, sendo elevado à categoria de município em 7 de setembro de 1923. FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA - O distrito foi criado pela Lei estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911, figurando, na 'Divisão Administrativa de 1911' e nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1º-IX-1920, subordinado ao município de Pouso Alto. A Lei estadual número 843, de 7 de setembro de 1923, que estabeleceu a divisão administrativa do Estado, criou o município de Itanhandu, o qual nessa divisão figura subdividido em 3 distritos: o da sede, o de São José do Picu, desanexado do município de Pouso Alto, e o de Alagoas, desligado do município de Aiuruoca. A 9 de março de 1924, deu-se a instalação do município de Itanhandu, que, segundo o quadro da divisão administrativa relativo a 1933, os da divisão de 1936 e 1937, e o anexo ao Decreto-lei estadual número 88, de 30 de março de 1938, subdivide-se ainda em 3 distritos: Itanhandu, Alagoa e São José do Itamonte, que, desde 1933 figura com esse topônimo em substituição ao de São José do Picu. Em razão do Decreto-lei estadual número 148, de 17 de dezembro de 1938, o município de Itanhandu adquiriu para o distrito desse nome, parte do território dos distritos-sedesdos municípios de Passa Quatro e Pouso Alto. Perdeu, por outro lado, para o recém-criado município de Itamonte, os distritos de Itamonte (ex- São José do Itamonte) e Alagoa. Assim na divisão territorial do Estado, em vigor no quinqüênio 1939-1943, e fixada pelo mencionado Decreto-lei estadual número 148,bem como na que o Decreto-lei estadual nº 1058, de 31 de dezembro de 1943, estatuiu para vigorar no quinquênio 1944-1948, o município de Itanhandu constituiu-se de um distrito apenas, - o da sede. De acordo com a nova divisão aprovada pela Lei estadual número 1039, de 12 de dezembro de 1953, para vigorar no quinquênio 1954-1958, o município de Itanhandu figura ainda com um distrito: o da sede. FORMAÇÃO JUDICIÁRIA - Segundo os quadros de divisão territorial datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, e o anexo ao Decreto-lei estadual nº 88, de 30-III-1938, o município de Itanhandu é termo judiciário da comarca de Pouso Alegre. Já na divisão judiciário- administrativa do Estado, em vigência no quinquenio 1939-1943, e fixada pelo Decreto-lei estadual número 148, de 17 de dezembro de1938, foi criada a comarca de Itanhandu, cujo têrmo judicíario único se forma dos municípios de Itanhandú e Itamonte, este último instituído também pelo suprecitado Decreto-lei. Tal situação se mantém inalterada até a atual divisão, aprovada pela Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, para vigorar no quinquênio 1954-1958.

Fonte histórica: ENCICLOPÉDIA DOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS

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