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Rio de Janeiro

Itaocara

Tudo sobre Itaocara, RJ.

Localização de Itaocara

Dossiê da cidade

Esta página reúne os dados estruturados coletados para Itaocara, com prioridade para as informações oficiais do IBGE.

Nome oficial
Itaocara
UF
RJ
Estado
Rio de Janeiro
Região
Sudeste
Código IBGE
3302106
Código UF
33
Gentílico
itaocarense
Capital
Não
DDD
22
Fuso horário
America/Sao_Paulo
Aniversário
28/10

Contexto histórico e administrativo

Histórico municipal

No ano de 1781, a região que hoje é conhecida como noroeste fluminense foi marcada, entre outros fatos, pelo processo de colonização do atual município de São Fidélis, através da criação de uma aldeia, sob a tutela de Frei Vitório de Cambiasca e Frei Ângelo Maria de Luca, que abrigou indígenas da redondeza, sobretudo os coroado.  O findar do século XVIII foi testemunha do empenho dos primeiros capuchinhos que por lá chegaram e também dos moradores e indígenas que se uniram para erguer um grande templo em homenagem ao padroeiro. Ao mesmo tempo em que os esforços eram direcionados à nova igreja, outro problema ocupava a mente dos religiosos. As tribos dos coroado e dos puri viviam em constantes conflitos e uma nova aldeia se fazia necessária. Em torno deste objetivo se dedicaram,  por anos, os capuchinhos, porém não conseguiram encontrar um local adequado para aldear os puri. Coube a Frei Tomaz de Castelo, capuchinho italiano, que há alguns anos auxiliava os fundadores de São Fidélis e acompanhava de perto o empenho de seus compatriotas, fundar uma nova aldeia.  Em 1804, Frei Tomaz manteve contato com o “capitão” de uma tribo que se encontrava em visita a São Fidélis e, depois de conquistar sua confiança, o acompanhou, rio acima. Passou e visitou pequenas aldeias dos coroado e, percebendo o desejo destes indígenas de se aldearem, escolheu um local numa pequena colina, às margens do Rio Paraíba do Sul, de frente a um penhasco, para fundar a aldeia. Ali mesmo, com seu altar portátil, batizou o indígena a quem se referenciava como capitão e deu-lhe o nome de José de Leonissa da Silva.  Com os indígenas construiu a primeira casa e fez roça. Porém era necessária licença para a fundação de uma aldeia e, visando solucionar o problema, Frei Tomaz viajou ao Rio de Janeiro, chegando por lá em 09 de julho de 1804. Porém a viagem foi infrutífera. Dom Fernando José de Portugal, então vice-rei do Brasil, indeferiu o requerimento. Somente anos depois, quando o vice-rei passou a ser Dom Marcos de Noronha, é que Frei Tomaz conseguiu autorização para criar a nova aldeia. Do vice-rei recebeu duas léguas de terra, ferramentas, ornamentos para a igreja, sino, pia batismal entre outras coisas necessárias para o principiar da aldeia. Em 24 de fevereiro de 1808, foi expedida uma portaria que autorizava Frei Tomaz a paroquiar os indígenas, porém, somente em 1809, é que o povoado foi finalmente instalado. Erguia-se, desta forma, uma aldeia de coroado e não de puri, como desejavam os capuchinhos de São Fidélis. Com ajuda dos indígenas, Frei Tomaz construiu a primeira igreja, de pau-a-pique e cobertura de palha, em honra a São José de Leonissa. Edificou várias casas para os nativos e iniciou a construção de uma olaria que pudesse fornecer material necessário para edificações mais resistentes. Assim nasceu o futuro município de Itaocara, que neste primeiro momento foi nomeado como São José de Dom Marcos, nome inspirado no santo padroeiro em união a uma homenagem ao vice-rei que autorizou a criação do povoado. Entretanto, esse nome não agradou muito aos moradores e visitantes que se referiam ao local como sendo São José de Leonissa da Aldeia da Pedra, ou de uma forma mais abreviada, simplesmente Aldeia da Pedra. O “morro de pedra” localizado em frente à aldeia, na margem oposta do rio, era um ponto de referência muito mais eficaz e real para os indígenas e visitantes que o próprio antigo vice-rei, a ponto de os nascidos no povoado serem chamados de pedrenses. Somente em 28 de outubro de 1890, com a emancipação política, o novo município passou a se chamar Itaocara.  De acordo com o escritor Alaor Scisinio, o nome Itaocara teria sido sugerido pelo miracemense Dr. Francisco Antunes Ferreira da Luz e, tem sua origem na língua tupi, significando ita - pedra e ocara – aldeia.

Formação administrativa

Distrito criado com a denominação de Itaocara, pela Lei Provincial n.º 500, de 21-03- 1850 e por Decretos Estaduais n.ºs.1 08-05-1892 e 1-A de 03-06-1892, subordinado ao município de São Fidélis. Elevado à categoria de vila com a denominação de Itaocara, pelo Decreto Estadual n.º 140, de 28-10-1890, desmembrado de São Fidélis. Sede na povoação de São José de Leonissa. Constituído de 3 distritos: Itaocara, Laranjeiras e Três Irmão. Pelo Decreto n.º 191, de 13-04-1891, a vila de Itaocara adquiriu do município de Cantagalo o distrito de Laranjeiras. Pelas Deliberações Estaduais de 10-09-1890 e 04-09-1891, é criado o distrito de Três Irmãos e anexado ao município de Itaocara. Pela Lei Estadual n.º 662, de 27-10-1904, é criado o distrito de Jaguarembé e anexado ao município de Itaocara. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 4 distritos: Itaocara, Laranjeiras, Três Irmãos e Jaguarembé. Pela Lei Estadual n.º 1.888, de 22-11-1924, são criados os distritos de Estrada Nova e Estação Três Irmãos e anexados ao município de Itaocara, sendo que o distrito de Estrada Nova foi formado com áreas desmembradas do distrito de Laranjeiras. Pela Lei Estadual n.º 1.267, de 09-11-1915, o distrito de Três Irmãos passou a denominar-se Portela. Elevado à categoria de cidade pela Lei Estadual n.º 2.335, de 27-12–1929 com os distritos: Itaocara, Laranjeiras Jaguarembé, Estrada Nova, Estação Três Irmãos e Portela (ex-Três Irmãos). Em divisão territorial de 31-XII-1936 e 31-Xll-1937, o município de Itaocara é constituído de 6 distritos: Itaocara, Laranjeiras, Portela, Jaguarembé, Estrada Nova e Estação de Três Irmãos. Pelo Decreto-lei Estadual n.º 156, de 31-12-1943, o distrito de Laranjeiras passou a denominar-se Laranjais. Sob o mesmo Decreto-lei o distrito de Três Irmãos deixa de pertencer ao município de Itaocara, sendo anexado ao município de Cambuci. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 5 distritos: Itaocara, Estrada Nova, Jaguarembé, Laranjais (ex-Laranjeiras) e Portela. Em divisão territorial datada de I-VII-1960, o município é constituído de 5 distritos: Itaocara, Laranjais, Estrada Nova, Jaguarembé e Portela. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 17-1-1991. Pela Lei Municipal n.º 247, de 15-08-1991, é criado o distrito de Batatal e anexado ao município de Itaocara. Em “Síntese” de 31-XII-1994, o município é constituído de 6 distritos: Itaocara, Batatal, Estrada Nova, Jaguarembé, Laranjais e Portela. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2024.

Fonte histórica: ITAOCARA (RJ). Prefeitura. Disponível em: https://www.itaocara.rj.gov.br/historia. Acesso em: 2 out. 2025.

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