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Minas Gerais

Mateus Leme

Tudo sobre Mateus Leme, MG.

Localização de Mateus Leme

Dossiê da cidade

Esta página reúne os dados estruturados coletados para Mateus Leme, com prioridade para as informações oficiais do IBGE.

Nome oficial
Mateus Leme
UF
MG
Estado
Minas Gerais
Região
Sudeste
Código IBGE
3140704
Código UF
31
Gentílico
mateus-lemense
Capital
Não
DDD
31
Fuso horário
America/Sao_Paulo
Aniversário
17/12

Contexto histórico e administrativo

Histórico municipal

O surgimento do povoado que originou o município está ligado, como grande parte dos municípios mineiros, à penetração dos bandeirantes paulistas no interior das Minas Gerais no século XVIII, à procura de ouro e pedras preciosas, aprisionando índios e se apossando das terras. Mateus Leme, segundo Waldemar Barbosa foi um bandeirante paulista que percorreu a região de Minas Gerais, e posteriormente seguiu para Bahia combatendo índios ferozes entre 1715 e 1717. No volume XXVI da Enciclopédia dos Municípios Brasileiros – Ed IBGE, o bandeirante Mateus Leme é citado como o “genro de Borba Gato que desbravou, em meados do século XVIII, as terras onde hoje se localiza o município que tem seu nome” confirmando a informação de Teóphilo de Almeida sobre a região. Uma carta Sesmaria, do ano de 1710, refere-se ao local (Morro do Mateus Leme), comprovando a sua origem bem remota. Outras fontes documentais, dos anos 1739 e 1745, referem-se ao “Arraial Morro de Mateus Leme”. Ainda segundo o estudioso Teóphilo de Almeida, encontram-se no Morro de Mateus Leme vestígios de antigos aquedutos e lavrados, iniciados num trabalho vultoso de mineração aurífera no local. Disso, podemos deduzir que a mineração se apresentava muito lucrativa, pois compensava os gastos com obras bastante onerosas. Apesar destes indícios de riquezas, o arraial do Morro de Mateus Leme atravessa todo o século XVIII sem alcançar foros de freguesia, sendo capela curada de freguesia de Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral Del Rei. Nessa época estima-se a população de Mateus Leme 2.358 pessoas, segundo um levantamento pastoral (em 1826, de acordo com um mapa estatístico citado por Abílio Barreto), Mateus Leme apresentava 410 fogos e 2.556 almas. Presume-se que a população, com a decadência da exploração aurífera, tenha voltada para outras atividades econômicas como a agricultura e a pecuária. A freguesia (povoação) foi criada em 1832, com a denominação de Santo Antônio do Morro de Mateus Leme, tendo como filiais Itatiaiuçu e Patafufo. Em termos administrativos, a população passou por diversas mudanças: tendo pertencido aos municípios de Sabará e Pintagui, foi posteriormente incorporado aos municípios de Pará de Minas, antigo Patafufo (1848), Bonfim (1850) e (1870) e novamente Pará de Minas (1877). A autonomia foi adquirida em 1938, quando foi criado o município.

Formação administrativa

Distrito criado com a denominação de Mateus Leme, pelo Decreto de 14-07-1832, e Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, subordinado ao município de Pará. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Mateus Leme figura no município de Pará. Assim permanecendo nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1-IX-1920. Pela Lei Estadual n.º 806, 22-09-1921, o município de Pará passou a denominar-se Pará de Minas. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Mateus Leme figura no município de Pará de Minas (ex-Pará). Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. Elevado à categoria de município com a denominação de Mateus Leme, pelo Lei Estadual n.º 148, de 17-12-1938, desmembrado de Pará de Minas. Sede no antigo distrito de Mateus Leme. Constituído de 3 distritos: Mateus Leme, Igarapé, desmembrado de Pará de Minas e Serra Azul desmembrado de Itaúna. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 3 distritos: Mateus Leme, Igarapé e Serra Azul. Pelo Lei Estadual n.º 1.058, de 31-12-1943, é criado o distrito de Azurita e anexado ao município de Mateus Leme. Pelo mesmo Decreto-lei, o distrito de Serra Azul tomou a denominação de Boturobi. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 4 distritos: Mateus Leme, Azurita, Boturobi (ex-Serra Azul) e Igarapé. Pela Lei n.º 336, de 27-12-1948, é criado o distrito de Juatuba (ex-povoado) e anexado ao município de Mateus Leme. Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 5 distritos: Mateus Leme, Azurita, Boturobi, Igarapé e Juatuba. Pela Lei n.º 1.039, de 12-12-1953, é criado o distrito de São Joaquim de Bicas (ex-povoado) com terras desmembradas do distrito de Igarapé e anexado ao município de Mateus Leme. Pela mesma Lei, o distrito de Boturobi voltou a chamar-se Serra Azul. Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído de 6 distritos: Mateus Leme, Azurita, Igarapé, Juatuba, São Joaquim de Bicas e Serra Azul (ex-Boturobi). Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960. Pela Lei Estadual n.º 2.764, de 30-12-1962, são desmembrados do município de Mateus Leme os distritos de Igarapé e São Joaquim de Bicas para formarem o novo município de Igarapé. Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 4 distritos: Mateus Leme, Azurita, Juatuba e Serra Azul. Assim permanecendo em divisão territorial datada 1991. Pela Lei Estadual n.º 10.704, de 27-04-1992, é desmembrado do município de Mateus Leme o distrito de Juatuba. Elevado à categoria de município. Em divisão territorial datada de 1999, o município é constituído de 3 distritos: Mateus Leme, Azurita e Serra Azul. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.

Fonte histórica: MATEUS LEME (MG). Câmara Municipal. Disponível em: https://www.camaramateusleme.mg.gov.br/cidade. Acesso em: 19 jul. 2024.

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