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Rio de Janeiro

Paraty

Tudo sobre Paraty, RJ.

Localização de Paraty

Dossiê da cidade

Esta página reúne os dados estruturados coletados para Paraty, com prioridade para as informações oficiais do IBGE.

Nome oficial
Paraty
UF
RJ
Estado
Rio de Janeiro
Região
Sudeste
Código IBGE
3303807
Código UF
33
Gentílico
paratiense
Capital
Não
DDD
24
Fuso horário
America/Sao_Paulo
Aniversário
28/02

Contexto histórico e administrativo

Histórico municipal

A data de fundação de Paraty diverge de historiador para historiador. Uns falam que em 1540/1560 já havia um núcleo devotado a São Roque no Morro da Vila Velha (hoje Morro do Forte); outros, de 1597, quando Martim Corrêa de Sá empreende uma expedição contra os índios Guaianás do Vale do Paraíba; alguns outros, de 1600, quando havia um povoamento de paulistas da Capitania de São Vicente; e alguns mais, 1606, quando da chegada dos primeiros sesmeiros da Capitania de Itanhahém que, acredita-se, venha a ser a origem do povoamento como, grosso modo, foi o sistema de Capitanias Hereditárias à base da exploração dos bens naturais, defesa e fixação do homem à terra no Brasil. De todo modo, pode-se afirmar que, no início do século XVII, além dos índios guaianases, já havia um crescente grupo de “paratianos” estabelecidos por aqui. Por volta de 1640 o núcleo chamado Paratii foi transferido para onde hoje se situa o centro histórico, em “légua e meia de terra entre os rios Paratiguaçu (hoje Perequê-Açu) e Patitiba” doadas por Maria Jácome de Mello. Esta, ao fazer a doação, teria imposto duas condições: que a nova capela fosse feita em devoção a Nossa Senhora dos Remédios e que se guardasse a segurança dos gentios guaianases. Em 1660, o florescente povoado se rebela exigindo a separação de Angra dos Reis e elevação à categoria de Vila. Surgia em 1667 a Villa de Nossa Senhora dos Remédios de Paratii. Convém salientar que Paraty foi a primeira cidade brasileira a ter sua autonomia política decidida por escolha popular. Decaindo a extração e exportação do ouro, em meados do século XVIII, Paraty vai perdendo importância. Com o ciclo do café, a partir do século XIX, a cidade revive, temporariamente, seus prósperos dias de glórias coloniais. A produção de pinga e derivados da cana também ajudou na economia local. Foi nesta época que Paraty virou sinônimo de pinga. No século XVIII, a cidade chegou a ter mais de 200 engenhos de pinga e casas de moenda. Em 1870, devido à abertura de um novo caminho – desta feita ferroviário – entre Rio e São Paulo, através do Vale do Paraíba, a antiga trilha de burros pela Serra do Mar perdeu sua função, afetando de forma intensa a atividade econômica de Paraty como um todo. Um segundo fator de decadência do comércio e da cidade foi a Abolição em 1888, causando um êxodo tal que, dos 16 000 habitantes existentes em 1851, restaram, no final do século XIX, apenas “600 velhos, mulheres e crianças” isolando Paraty definitivamente do país por décadas. Enquanto abriam-se estradas pelo resto do país, continuava se chegando a Paraty como na época Colonial: de barco, vindo de Angra dos Reis ou, a partir de 1950, por terra, via Cunha, em estrada que só comportava movimento quando não chovia e que aproveitava em parte o trecho da velha estrada do ouro e do café. Este isolamento involuntário foi, paradoxalmente, o que preservou não só a estrutura arquitetônica urbana da cidade como também seus usos e costumes.

Formação administrativa

Freguesia criada com a denominação de Parati, por Carta Regia de 28-02-1667, e pelos Decretos Estaduais n.ºs 1, de 08-05-1892 e 1-A, de 03-06-1892. Elevado a categoria de vila com a denominação de Parati, por Carta Régia supracitada. Sede na vila de Parati. Constituído do distrito sede. Pela Lei Provincial n.º 63, de 17-12-1836, é criado a freguesia de São João Batista de Mamanguá e anexado a vila de Parati. Pelo Decreto Provincial n.º 658, de 14-10-1853, o distrito de São João Batista de Mamanguá passou a denominar-se Parati Mirim. Elevado à condição de cidade com a denominação de Parati, pela Lei Provincial n.º 302, de 11-03-1844, e confirmado pelo Decreto Estadual de n.º 28, de 03-01-1890. Pela Lei Estadual n.º 849, de 27-10-1908, é criado o distrito de São Gonçalo e anexado ao município de Parati. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município de Parati é constituído de 3 distritos: Parati, Parati Mirim (ex-São João Batista de Mamanguá) e São Gonçalo. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-Xll-1936 e 31-Xll-1937. Pelo Decreto Estadual n.º 641, de 15-12-1938, o distrito São Gonçalo passou a denominar-se Humaitá. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 3 distritos: Parati, Paraty-Mirim e Humaitá (ex-São Gonçalo). Pelo Decreto-lei Estadual n.º 1.056, de 31-12-1943, o distrito de Humaitá passou a denominar-se Tarituba. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 3 distritos: Parati, Parati Mirim e Tarituba (ex-Humaitá). Pela Lei n.º 1.553, de 22-03-2007, o município passou a ser grafado como Paraty. Em divisão territorial de 2009, o município é constituído de 3 distritos: Paraty, Parati Mirim e Tarituba. Assim permanecendo em divisão territorial de 2015. Em divisão territorial de 2017, o município é constituído de 3 distritos: Paraty, Paraty-Mirim e Tarituba. Assim permanecendo em divisão territorial de 2022.

Fonte histórica: PARATY (RJ). Prefeitura. Disponível em: https://www.paraty.rj.gov.br/a-cidade/sobre. Acesso em: 16 out. 2023.

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