Pouso Alegre
Tudo sobre Pouso Alegre, MG.
Localização de Pouso Alegre
Dossiê da cidade
Esta página reúne os dados estruturados coletados para Pouso Alegre, com prioridade para as informações oficiais do IBGE.
- Nome oficial
- Pouso Alegre
- UF
- MG
- Estado
- Minas Gerais
- Região
- Sudeste
- Código IBGE
- 3152501
- Código UF
- 31
- Gentílico
- pouso-alegrense
- Capital
- Não
- DDD
- 35
- Fuso horário
- America/Sao_Paulo
- Aniversário
- 19/10
Contexto histórico e administrativo
Histórico municipal
A história de Pouso Alegre, antigo Arraial de Bom Jesus de Matozinhos do Mandu, tem início no despertar social e econômico da rica região sul-mineira. Data mais ou menos de 1596 o devassamento pelos bandeirantes paulistas do Alto Sapucaí, por onde passaria, em 1601, a expedição de D. Francisco de Souza, da qual fazia parte o alemão Glimmer, o primeiro naturalista a penetrar naquelas paragens. Pelos fins do século XVI já se sabia da existência de ouro no Alto Rio Verde e no Alto Sapucaí. O primeiro marco de povoação em terras de Pouso Alegre teria sido lançado no século XVIII por João da Silva, assim relatado no “Almanaque Sul-Mineiro de 1874”, organizado por Bernardo Saturnino da Veiga: 'Segundo tradição que se tem conservado, quem primeiro habitou às margens do Mandu foi o aventureiro de nome João da Silva. 'Prosperando em sua lavoura, fez João da Silva, no fim do século passado, doação do terreno necessário à edificação de uma igreja dedicada ao Senhor Bom Jesus. Construiu-se a capela com auxílio de alguns moradores vizinhos e, no ano de 1795, o padre Francisco de Andrade Melo, que então residia na Paróquia de Santana do Sapucaí, veio celebrar a primeira missa que houve nesse lugar, ficando, desde então, como capelão particular. 'Em 1797 o governador D. Bernardo José Lorena, Conde de Sarzedas, que de São Paulo fora transferido para a capitania de Minas Gerais, passou pelo nascente povoado, onde veio a seu encontro o Juíz de Fora de Campanha, Dr. José Joaquim Carneiro de Miranda. 'Encantados pelo suntuoso panorama que se descortinava a seus olhos e pelos vastos límpidos horizontes que os cercavam, conta-se que um daqueles personagens dissera: ‘Isto não devia chamar-se Mandu, mas sim Pouso Alegre’. E daí veio a denominação que o povo e a lei posteriormente sancionaram'. Segundo alguns autores, o batismo da localidade como Mandu se derivou da corruptela do nome de um pescador ou tropeiro, que se chamaria Manuel, atendendo pela alcunha de Manduca ou simplesmente Mandu, e que teria sido o primeiro povoador da região. Segundo outros, o nome veio do tupi-guarani mandi-yu (mandi = peixe e yu = amarelo). Atestam Marques de Oliveira e Augusto Vasconcelos que até 1799 a florescente povoação localizada às margens do Mandu era também conhecida pelo nome desse rio. Crescendo a população do lugar, a cerca de seis léguas da Freguesia de Santa Ana do Sapucai, surgiu em 1789 a idéia da construção de uma capela, que foi erguida em terreno doado por Antônio José Machado e sob a invocação do Senhor Bom Jesus de Matozinhos. Benta possivelmente em 18 de abril de 1802, teve por capelão o padre José de Melo. Oito anos depois de inaugurada a capela, o povoado foi elevado à categoria de freguesia. Nomeado vigário colado da vara da freguesia, o Padre José Bento Leite Ferreira de Melo, natural de Campanha, tornou-se figura central da história de Pouso Alegre em seu tempo. Em 1830, o Padre Bento, auxiliado por seu coadjutor, padre João Dias de Quadros Aranha, fundou o Pregoeiro Constitucional, jornal de grande relevo na vida política da época, sendo o primeiro a sair no sul de Minas e o quinto na Província. Foi em suas oficinas que se imprimiu o projeto da nova Constituição do Império, chamada 'Constituição de Pouso Alegre', preparada por membros do Partido Moderador no intuito de satisfazer as exigências dos mais avançados e pacificar os demais. Em 1832 foi levantado o pelourinho, símbolo da emancipação municipal, no Largo da Alegria. No ano seguinte, quando irrompeu a sedição militar em Ouro Preto, Pouso Alegre fez-se presente ao lado da legalidade, enviando numeroso contingente. Com a renúncia do padre Diogo Antônio Feijó ao cargo de Regente do Império, e conseqüente mudança da situação política no País, foi organizado no município o Partido Conservador, chefiado por Antônio de Barros Melo. Em 1842 agravaram-se as lutas políticas locais em conseqüência da agitação em todo o país, que culminou com a Revolução de 1842, atingindo as Províncias de São Paulo e de Minas Gerais. Em Baependi, no sul de Minas, travou-se um combat, com a participação de 360 soldados legalistas de Pouso Alegre, comandados pelo Coronel Julião Florêncio Meyer. Em fins de 1849, teve início a construção da nova matriz, benzida em 21 de novembro de 1857 e posteriormente transformada em catedral. Demolida esta, construiu-se outra para sede do Bispado.
Formação administrativa
Distrito criado, com a denominação de Pouso Alegre, por Alvará de 06-11-1810 e pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891. Elevado à categoria de vila, com a denominação de Pouso Alegre, pelo Decreto de 13-10-1831, sendo desmembrado de Campanha e com sede na antiga povoação de Pouso Alegre. Constituída do distrito sede e instalada em 07-05-1832. Elevada à condição de cidade com a denominação de Pouso Alegre, pela Lei Provincial n.º 443, de 19-10-1848. Pela Lei Provincial n.º 901, de 08-06-1858, e pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Carmo da Borda da Mata e anexado ao município de Pouso Alegre. Pela Lei Provincial n.º 1.654, de 14-09-1870, e pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Nossa Senhora da Conceição da Estiva e anexado ao município de Pouso Alegre. Pela Lei Provincial n.º 2.402, de 05-11-1877, e pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Retiro e anexado ao município de Pouso Alegre. Pela Lei Provincial n.º 2.650, de 04-11-1880, e pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de São José do Congonhal e anexado ao Pouso Alegre. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911 o município é constituído de 4 distritos: Pouso Alegre, Carmo da Borda da Mata, São José do Congonhal e Nossa Senhora da Conceição da Estiva. Pela Lei Estadual n.° 843, de 07-09-1923, é desmembrado do município de Pouso Alegre o distrito de Carmo da Borda da Mata, elevado à categoria de município com a denominação de Borda da Mata. Pela mesma Lei Estadual, o distrito de Nossa Senhora da Conceição da Estiva tomou a denominação de Estiva. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Pouso Alegre, Estiva e São José do Congonhal. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. Pelo Decreto-lei Estadual n.º 148, de 17-12-1938, o distrito de São José do Congonhal tomou a denominação de Congonhal. No quadro fixado para vigorar no período de 1939 a 1943 o município é constituído de 3 distritos: Pouso Alegre, Congonhal e Estiva. Pela Lei n.° 336, de 27-12-1948, é desmembrado do município de Pouso Alegre o distrito de Estiva, elevado à categoria de município. Pela mesma Lei é criado o distrito de Senador José Bento e anexado ao município de Pouso Alegre. Em divisão territorial datada de 1-VII-1950 o município é constituído de 3 distritos: Pouso Alegre, Congonhal e Senador José Bento Pela Lei n.° 1.039, de 12-12-1953, são desmembrados do município de Pouso Alegre os distritos de Congonhal e Senador José Bento, para constituírem o novo município de Congonhal. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960 o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31-XII-1971. Pela Lei Estadual n.º 6.769, de 13-05-1976, é criado o distrito de São José do Pântano e anexado ao município de Pouso Alegre. Em divisão territorial datada de 1-I-1979 o município é constituído de 2 distritos: Pouso Alegre e São José do Pântano. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2014.
Fonte histórica: Pouso Alegre (MG). Prefeitura. 2015. Disponível em: http://www.pousoalegre.mg.gov.br/89/historia.aspx. Acesso em: fev. 2015.
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