Santos Dumont
Tudo sobre Santos Dumont, MG.
Localização de Santos Dumont
Dossiê da cidade
Esta página reúne os dados estruturados coletados para Santos Dumont, com prioridade para as informações oficiais do IBGE.
- Nome oficial
- Santos Dumont
- UF
- MG
- Estado
- Minas Gerais
- Região
- Sudeste
- Código IBGE
- 3160702
- Código UF
- 31
- Gentílico
- sandumonense
- Capital
- Não
- DDD
- 32
- Fuso horário
- America/Sao_Paulo
- Aniversário
- 27/07
Contexto histórico e administrativo
Histórico municipal
O Caminho Velho que partia da cidade de Parati (RJ) passava por São Paulo e seguia até a região das minas, era o trajeto que a Coroa Portuguesa utilizava para explorar e extrair metais preciosos da região das Minas Gerais. Com o aumento da exploração realizada na região e a intensificação do fluxo das tropas que transportavam os carregamentos de ouro e a longa distância percorrida por este trajeto, surgiu, então, através destes fatores, a necessidade de encurtar a distância percorrida entre as Minas Gerais até o litoral. Para resolver tal infortúnio a Coroa portuguesa elaborou um projeto para criação do Caminho Novo. Quando em torno de 1700/1701 a abertura do Caminho Novo foi iniciada por Garcia Rodrigues Paes, partindo da região da Borda do Campo (atual cidade de Barbacena) atravessando a Serra da Mantiqueira na garganta de João Aires passando em João Gomes (Palmyra), Chapéu D’Uvas, indo até o litoral do Rio de Janeiro. Dessa forma, esta nova rota passaria a ser usada para escoar a produção aurífera com maior facilidade, rapidez e segurança. Como forma de incentivar o povoamento em torno do Caminho Novo, a Coroa Portuguesa distribuiu sesmarias para nobres e súditos que prestavam serviços a ela. Assim, Domingos Gonçalves Ramos requereu em 26 de fevereiro de 1709 uma sesmaria na região. Como primeiro dono da terra, Domingos Gonçalves Ramos não tardou em ocupá-la, trazendo consigo sua família, escravos e seus dois genros, Pedro Alves de Oliveira e João Gonçalves Chaves. Na divisão desta sesmaria Pedro Alves adquiriu a parte sul e João Gonçalves Chaves em 1715 empossa-se da sesmaria da parte norte, permanecendo na mesma até 1728. Vendendo-a à João Gomes Martins e sua esposa Clara Maria de Melo, os quais vieram a se tornarem personagens de suma importância para a história do município. Desta forma, o nome de João Gomes marcou, portanto, a história do município, tendo sua sesmaria um papel fundamental na formação e ocupação da cidade, na qual ficaria conhecida inicialmente como Rocinha de João Gomes, passando a Fazenda de João Gomes, Distrito de João Gomes, João Gomes Velho, Palmyra e atualmente Santos Dumont. João Gomes e sua esposa trouxeram de sua freguesia originária de Portugal uma imagem de São Miguel e Almas para sua fazenda, construindo entre 1729/1730 em sua propriedade uma Capela de adobe para abrigar a imagem do Santo. Em 1850 a imagem foi transferida para uma Igreja de duas torres. Com um impulso em seu crescimento o distrito de João Gomes foi elevado à categoria de Paróquia segundo a Lei nº 1458 de 31 de dezembro de 1867. Além da importância verificada pelo traçado do Caminho Novo, outro meio de acesso ao interior mineiro que contribuiu com o desenvolvimento da cidade – entorno de 1870 – foi à construção do ramal da estrada de Ferro D.Pedro II, que passava na região. Por conseqüência desta construção, foi nessa época que o engenheiro Henrique Dumont, pai de Alberto Santos Dumont veio para a região com sua família para realizar a empreitada de construir este ramal, que iria ligar o trecho Mantiqueira a João Aires. Neste local Henrique Dumont 'escolheu uma casa de propriedade da própria Ferrovia, de estilo palafita, e nela acomodou sua família bem próximo do canteiro de obras da Ferrovia' (Castello Branco, 1988, p. 47). Outro fator de fundamental importância para emancipação do município foi a criação do Clube Recreativo e Literário João Gomes que tinha como objetivo, pressionar as autoridades provinciais para a necessidade da autonomia administrativa do Arraial.
Formação administrativa
Distrito criado com a denominação de Palmira (ex-povoado de João Gomes), pela Lei Provincial n.° 1.458, de 31-12-1867, subordinado ao município de Barbacena. Elevado à categoria de vila com a denominação de Palmira, pela Lei Provincial n.º 3.712, de 27-07-1889, desmembrado de Barbacena. Sede na antiga povoação de João Gomes atual distrito de Palmira. Constituído do distrito sede. Instalado em 15-02-1890. Elevado à condição de cidade com a denominação de Palmira, pela Lei Estadual n.° 25 -04- 1890. Pela Lei Provincial n.º 3.387, de 10-07-1886, confirmado pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Dores do Paraibuna e anexado ao município de Palmira. Pela Lei Provincial n.º 3.442, de 28-09-1887, confirmado pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Conceição do Formoso e anexado ao município de Palmira. Pelo Decreto Estadual n.º 340, de 21-01-1891, confirmado pala Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de São João da Serra e anexado ao município de Palmira. Pela Lei Estadual n.º 556, de 30-08-1911, Palmira adquiriu do município de Pomba o distrito de Bonfim do Pomba. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 5 distritos: Palmira, Bonfim do Pomba, Conceição do Formoso, Dores do Paraibuna e São João da Serra. Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1-IX-1920, o município apare constituído de 5 distritos: Palmira, Bonfim (ex-Bonfim do Pomba), Conceição do Formoso, Dores do Paraibuna e São João da Serra. Pela Lei Estadual n.º 843, de 07-09-1923, é criado o distrito de Eubanque (ex-povoado), com território desmembrado do distrito de Paula Lima pertencente ao município de Juiz de Fora, subordinado ao município de Palmira. Pelo Decreto Estadual n.º 10.447, de 31-07-1932, o município de Palmira tomou a denominação de Santos Dumont. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 6 distritos: Santos Dumont (ex-Palmira), Bonfim (ex-Bonfim do Pomba), Conceição do Formoso, Dores do Paraibuna, Eubanque e São João da Serra. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. Pelo Decreto-lei Estadual n.º 88, de 30-03-1938, o distrito de Bonfim tomou o nome de Bonfim do Santos Dumont. Pelo Decreto-lei Estadual n.º 148, de 17-12-1938, o distrito de Bonfim de Santos Dumont (ex-Bonfim) passou a denominar-se Belmonte. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 6 distritos: Santos Dumont, Belmonte (ex-Bonfim de Santos Dumont), Conceição do Formoso, Dores do Paraibuna, Eubanque e São João da Serra. Pelo Decreto-lei Estadual n.º 1.058, de 31-12-1943, o distrito de Belmonte tomou o nome de Aracitaba. Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 6 distritos: Santos Dumont, Aracitaba (ex-Belmonte), Conceição do Formoso, Dores do Paraibuna, Eubanque e São João da Serra. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960. Pela Lei Estadual n.º 2.764, de 30-12-1962, são desmembrados do município de Santos Dumont os distrito de Aracitaba e Ewbank (ex-Eubanque) elevando-os à categoria de município. Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 4 distritos: Santos Dumont, Conceição do Formoso, Dores do Paraibuna, e São João da Serra. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-I-1979. Pela Lei Estadual n.º 8.285, de 08-10-1982, é criado o distrito de Mantiqueira (ex-povoado) e anexado ao município de Santos Dumont. Em divisão territorial datada de 1-VII-1983, o município é constituído de 5 distritos: Santos Dumont, Conceição do Formoso, Dores do Paraibuna, Mantiqueira e São João da Serra. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2022.
Fonte histórica: SANTOS DUMONT (MG). Prefeitura. Disponível em: https://www.santosdumont.mg.gov.br/cidade-historico. Acesso em: 23 nov. 2023.
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