São Luiz do Paraitinga
Tudo sobre São Luiz do Paraitinga, SP.
Localização de São Luiz do Paraitinga
Dossiê da cidade
Esta página reúne os dados estruturados coletados para São Luiz do Paraitinga, com prioridade para as informações oficiais do IBGE.
- Nome oficial
- São Luiz do Paraitinga
- UF
- SP
- Estado
- São Paulo
- Região
- Sudeste
- Código IBGE
- 3550001
- Código UF
- 35
- Gentílico
- luizense
- Capital
- Não
- DDD
- 12
- Fuso horário
- America/Sao_Paulo
- Aniversário
- 08/05
Contexto histórico e administrativo
Histórico municipal
O Vale do Paraíba no século XVII era passagem de bandeirantes e tropas que se dirigiam a Ubatuba pela “Trilha dos Tamoios”. Muitos viajantes paravam, às margens do Rio Paraitinga, para descansar da viagem às Minas Gerais, trazendo cargas e ouro que seriam despachados para a Europa. Em 5 de março de 1688, foram concedidas, nos sertões do Paraitinga, as primeiras sesmarias requeridas ao capitão-mor de Taubaté, Felipe Carneiro de Alcaçouva e Sousa, pelo Capitão Mateus Vieira da Cunha e João Sobrinho de Moraes, que desejavam povoar a região. Em conseqüência da decadência da mineração em Minas Gerais e pela necessidade de ocupar as terras e acrescer a produção agrícola da região, o Governador da Capitania de São Paulo, D. Luiz Antônio de Souza Mourão, conhecido por Morgado de Mateus, autorizou a fundação de uma povoação, junto ao Rio Paraitinga e entre Taubaté e Ubatuba, tendo o centro urbano todo planejado. A 2 de maio de 1769, a povoação recebeu o nome de São Luís e Santo Antonio do Paraitinga, tendo como padroeira Nossa Senhora dos Prazeres. E em 8 de maio, o Sargento Manuel Antonio de Carvalho foi incumbido de fundar e governar a nova povoação. O fundador era devoto de Nossa Senhora dos Prazeres, que passa a ser padroeira do povoado. Em 31 de março de 1773, devido a um incentivo do governador geral, que estimulou o agrupamento de novos moradores na localidade, a povoação foi elevada à categoria de vila. Em 1774, o registro de habitantes é de 800 pessoas. Os primeiros habitantes eram famílias sem bens; dessa forma, dedicaram-se à agricultura de sobrevivência. A Vila São Luís e Santo Antonio do Paraitinga estacionou na cultura de cereais por muitos anos, até dar início à plantação de café e algodão. A região do Paraitinga também participou do período de abastança regional, o ciclo do café em 1830 modificou a economia local, propiciou a expansão e o acúmulo de riquezas dos proprietários rurais mais abastados. No entanto, os agricultores continuaram a produzir milho e feijão. O século XIX caracterizou São Luiz do Paraitinga como “Celeiro do Vale” por ter se dedicado à agricultura de feijão, cana, milho e mandioca, enquanto o resto do estado priorizava a cultura do café. A variedade dos gêneros produzidos e a boa localização geográfica faziam da cidade um centro agitado pelas tropas, com estabelecimento de ferreiros e comerciantes que viviam em função da circulação de pessoas. Pela lei provincial, a 30 de abril de 1857, São Luiz do Paraitinga foi elevada à categoria de cidade e, por título de 11 de junho de 1873, com a visita de Dom Pedro II, obteve a denominação de “Imperial Cidade de São Luiz do Paraitinga” e o Coronel Manoel Jacinto Domingues de Castro recebe o título de Barão do Paraitinga. A partir do século XIX, como reflexo do período produtivo e a atração de pessoas para a cidade, iniciam-se as preocupações com as obras públicas, a construção da Casa da Câmara, da Cadeia e da nova matriz; em alguns trechos, as ruas são calçadas com pedras, acontecem o desenvolvimento do loteamento urbano e a transformação das primeiras construções (os casarões dos senhores rurais foram ornamentados, devido à melhora da situação econômica). São Luiz do Paraitinga abrigou uma das primeiras fábricas têxteis do Estado de São Paulo, a Fábrica de Tecidos Santo Antônio, com 25 teares movidos por turbina d’água e 40 operários que trabalhavam a produção algodoeira de 450 toneladas, em 1888. Com o depauperamento do solo e a destruição da vegetação natural ocasionada pela intensa atividade agrícola, a cidade ficou reduzida às relações locais de subsistência. As novas atividades eram a fabricação de rapadura, a casa de farinha e a produção de aguardente, que sustentavam o comércio regional. No início do século XX, o município passa contar com a pequena produção de policulturas e a pecuária leiteira, até hoje uma das principais fontes de renda do luizense. O período áureo será relembrado a partir de 1920, na alteração dos nomes das ruas, que passam a fazer referência às famílias privilegiadas, compostas por importantes fazendeiros de café. A origem do topônimo Paraitinga é o nome do Rio onde, desde os tempos dos Bandeirantes havia um posto avançado por onde passavam o café e o ouro mineiro. Ao ser fundada a povoação em 1.769, o nome foi São Luís e Santo Antonio do Paraitinga, sendo mudado depois para São Luiz do Paraitinga, quando o padroeiro passou a ser São Luiz, Bispo de Tolosa. PARAHYTINGA – De origem indígena: Da língua Tupi-Guarani – “Águas Claras”
Formação administrativa
Elevado à categoria vila com a denominação de São Luiz do Paraitinga, pela Portaria de 09-01-1773, e por Ordem Régia de 31-03-1773, desmembrada do termo da antiga vila de Taubaté. Instalada em 31-03-1773 mesmo ano. Elevado à condição de cidade com a denominação de São Luiz do Paraitinga, pela Lei Provincial n.º 44, de 30-04-1857. Distrito criado com a denominação de Lagoinha, pela Lei Provincial n.º 22, de 26-03- 1866, subordinado ao município de São Luiz do Paraitinga. Pela Lei Provincial n.º 128, de 25-04-1880, desmembra do município de São Luiz do Paraitinga o distrito de Lagoinha. Elevado à categoria de município. Elevado à categoria de vila com a denominação de Lagoinha, pela Lei Provincial n.º 128, de 25-04-1880, desmembrado do município de São Luiz do Paraitinga. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município de São Luiz do Paraitinga é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. Pelo Decreto-lei Estadual n.º 14.334, de 30-11-1944, é criado o distrito de Catuçaba e anexado ao município de São Luiz do Paraitinga. O mesmo Decreto-lei acima citado adquiriu do município e Cunha o distrito de Lagoinha. Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 3 distritos: São Luiz do Paraitinga, Catuçaba e Lagoinha. Pela Lei Estadual n.º 2.456, de 30-12-1953, desmembra do município de São Luiz do Paraitinga o distrito de Lagoinha. Elevado à categoria de município. Em divisão territorial datada de 12-VII-1960, o município é constituído de 2 distritos: Luís do Paraitinga e Catuçaba. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2009.
Fonte histórica: São Luiz do Paraitinga (SP). Prefeitura. 2017. Disponível em: http://www.saoluizdoparaitinga.sp.gov.br/site/a-cidade/historico/aspectos-historicos-e-economicos/. Acesso em: jun. 2017.
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