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Tarabai

Tudo sobre Tarabai, SP.

Localização de Tarabai

Dossiê da cidade

Esta página reúne os dados estruturados coletados para Tarabai, com prioridade para as informações oficiais do IBGE.

Nome oficial
Tarabai
UF
SP
Estado
São Paulo
Região
Sudeste
Código IBGE
3553906
Código UF
35
Gentílico
tarabaiense
Capital
Não
DDD
18
Fuso horário
America/Sao_Paulo
Aniversário
21/03

Contexto histórico e administrativo

Histórico municipal

Quando a família de João Pereira da Silva chegou nesta região da Alta Sorocabana, em 1937, deparou-se com densa mata. O pioneiro veio de Bom Jardim, Pernambuco, com sua mulher, Ana Raimunda da Conceição, e os filhos Antônio, Isabel, Elísio, Maria, Edésio, Euclides, José Pereira e Maria Luiza. O primeiro endereço da família, em 1936, foi num sítio comprado de Alvino Gomes Teixeira, engenheiro da Prefeitura de Presidente Prudente. A propriedade era no bairro prudentino do Limoeiro. A chegada em Tarabai foi um ano depois, em um sítio de oito alqueires, onde a família Pereira da Silva produzia algodão, arroz, milho, feijão, entre outros alimentos para subsistência. 'Só precisávamos comprar carne, café e açúcar', lembra Elísio. O chefe da família morreu três anos depois e Elísio assumiu o trabalho na roça. 'Não parava de trabalhar. Minha mãe levava almoço e café na lavoura,' conta Elísio. Ele se lembra que na zona rural concentrava-se a maior quantidade de moradores. A maioria compunha-se de nordestinos, em busca de terra fértil e clima apropriado para o cultivo de alimentos, migrantes fugidos do castigo da seca. 'Na cidade não havia quase ninguém. Os poucos moradores eram italianos. Por isso, chamavam o lugar de Nova Itália', conta o pioneiro. Elísio diz que o patrimônio começou em 1939. 'Antes, a mata tomava conta quase de tudo. O primeiro grande negócio foi fechado entre o italiano João Boff e Emílio Badan'. João Boff morava em Pompéia (SP) e comprou 30 alqueires de terra de Emílio Badan, que morava em Presidente Prudente. O italiano dividiu a área em 500 lotes, onde fundou uma vila. João Boff iniciou a construção de sua casa em 15 de agosto de 1939. 'Neste ano, Getúlio Vargas, por causa da 2ª Guerra Mundial, proibiu o uso do nome Itália no Brasil. A perseguição fez João Boff desistir de morar na vila. Ele voltou para Pompéia,' afirma Elísio. Os 500 lotes foram vendidos para o espanhol Ulpiano Sevilha, que mudou de Birigui (SP) com sua mulher, Beatriz Grima, e os filhos Roque e Paulo, em 1941. João Boff retornou a Pompéia, onde também foi fundador. 'Primeiro vieram meu irmão Paulo e dois amigos dele, André e José Buzinhani. Eles derrubaram mata e construíram uma casa. Meu pai, minha mãe e eu só mudamos depois de um ano', lembra Roque. De acordo com ele, a casa da família Sevilha era a quinta do município. 'Todas as residências eram de madeira, localizadas na rua Sete de Setembro. Na vila tinha a casa do Augusto, onde hoje é o Idagawa, a casa de Ângelo Vinha, do Argemiro, proprietário da única padaria, do Tenório, dono de um armazém e do Henrique, pai do Lázaro, conhecido por mudinho', diz Roque Sevilha. Ulpiano Sevilha teria de mudar o nome da vila por causa da proibição do governo federal. Então, optou por Nova América. O progresso foi lento até 1944 em Nova América. A base econômica era a agricultura rudimentar. Entretanto, a partir desta data começa aumentar o número de famílias que mudavam para Nova América, impulsionando o crescimento da vila. Migrantes nordestinos, vindos de Pernambuco, Ceará, Paraíba, Minas Gerais, entre outros, e imigrantes japoneses, italianos e espanhóis, escolheram a região para morar. Na opinião de João Mendes Barreto, o fretista Otaliano, motorista de um pau de arara, foi o maior divulgador de Nova América no Nordeste. 'Ele levava mercadorias, como tecidos e carne seca, para vender no Nordeste. Na volta, trazia o caminhão cheio de nordestinos'. Jalon Bernardo da Costa chegou de Alagoas naquele ano, com sua mãe, Maria Bernardo da Costa e seus irmãos, José, Jurita, Hilda, Genauro, Genilda, Jaime e João Batista. 'Arrendamos a fazenda Rebojo por cerca de dois anos, onde produzíamos algodão, milho, feijão e outras culturas. Os moradores da zona rural eram quase todos nordestinos. Havia poucos japoneses,' conta. Por falta de estrada, os agricultores não podiam vender o excedente da produção aos grandes centros. Por isso, os produtos estragavam-se, com as chuvas. De acordo com ele, na zona urbana havia cerca de 10 casas de madeira e poucos estabelecimentos comerciais, entre os quais o armazém de Rafael Calvo, que vendia secos e molhados, onde hoje funcionam o supermercado São Rafael, e a casa Sepa, propriedade de Antenor, ambos na rua Sete de Setembro,' diz Jalon. Elísio conta que na rua Sete de Setembro ficava a estrada Brasileira, acesso a Paranavaí (PR). 'Uma companhia de baianos abriu a estrada,' completa Outro pioneiro que chegou em 1937 foi Elpídio Clementino de Souza. Ele e a família, composta por sua mulher, Minervina Pereira de Souza, e quatro filhos, mudaram de Pernambuco para Regente Feijó em 1936. O segundo endereço na região foi na zona rural de Pirapozinho. Um no depois, Elpídio, sua mulher e os filhos vieram para o bairro Jorge Neves, em Pirapozinho. A família arrendou o sítio São Jorge. 'Aqui era só mata,' afirma o filho Edivaldo. Pedro Vicente de Araújo, casado com Minervina Bezerra de Araújo veio para Tarabai em 7 de setembro de 1946. O casal e os filhos, Orci, Florinda, Vicente Ferré, Marinho, Nely, Nagibe, Alcinda, Ivone, José Pedro, Idílio e Heitor, moraram durante dois anos no sítio Ipê, em Pirapozinho, e mudaram para o Sítio São Vicente, em Tarabai, à época Nova América. Até 1952 a família Araújo cultivava algodão, arroz, milho e feijão.

Formação administrativa

Distrito criado com a denominação de Tarabai, pela Lei Estadual n.º 2.456, de 30-12-1953, subordinado ao município de Pirapozinho. Em divisão territorial datada de I-VII-1955, o distrito de Tarabai figura no município de Pirapozinho Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960. Elevado à categoria de município com a denominação de Tarabai, pela Lei Estadual n.º 8.092, de 28-02- 1964, desmembrado do município de Pirapozinho. Sede no antigo distrito de Tarabai. Constituído do distrito sede. Instalado em 31-03-1965. Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial de 2023.

Fonte histórica: TARABAI (SP). Prefeitura. Disponível em: http://www.tarabai.sp.gov.br/?pag=T1RjPU9EZz1PVFU9T0dVPU9HST1PVEE9T0dFPU9HRT0=&idmenu=214. Acesso em: 19 mar. 2024.

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