Três Pontas
Tudo sobre Três Pontas, MG.
Localização de Três Pontas
Dossiê da cidade
Esta página reúne os dados estruturados coletados para Três Pontas, com prioridade para as informações oficiais do IBGE.
- Nome oficial
- Três Pontas
- UF
- MG
- Estado
- Minas Gerais
- Região
- Sudeste
- Código IBGE
- 3169406
- Código UF
- 31
- Gentílico
- três-pontano
- Capital
- Não
- DDD
- 35
- Fuso horário
- America/Sao_Paulo
- Aniversário
- 03/07
Contexto histórico e administrativo
Histórico municipal
Não existem indícios de povoamento de indígenas na região de Três Pontas. Os primeiros a desbravarem essa região possivelmente estavam à procura de ouro, mas não o encontraram. A Serra de Três Pontas era utilizada como ponto de referência para os viajantes que cruzavam essas terras. Durante esse período, ainda, escravos fugidos passaram pela região. Um fato que favoreceu a formação de quilombos no município foi a destruição do Quilombo do Ambrósio entre 1740 e 1746. Localizado provavelmente entre os municípios de Cristais e Ibiá, durante o ataque dos brancos, muitos negros conseguiram escapar e se refugiaram em várias regiões, inclusive na região de Três Pontas, onde sabe-se que formaram dois quilombos: o Quilombo do Cascalho próximo à serra e outro próximo ao ribeirão das Araras, próximo de onde hoje está situado o Quilombo Nossa Senhora do Rosário. Os habitantes brancos da região, então, passaram a se sentir ameaçados e exigiram providências do governo, que enviou alguns capitães, dentre eles Bartolomeu Bueno do Prado, que exterminaram as povoações quilombolas em 1760. Com os quilombos destruídos, mais povoadores chegaram a região, requerendo sesmarias. Em 5 de outubro de 1768 foi construída por alguns sesmeiros a Capela de Nossa Senhora d'Ajuda (onde hoje se encontra a igreja de mesmo nome), com a licença do Bispado de Mariana. Em torno da ermida começou a surgir um arraial, que passava a ser denominado com o nome da padroeira da capela. O primeiro casamento no arraial foi realizado em 1777. Em seu testamento, Bento de Brito referiu-se ao arraial com a denominação de São Gonçalo, mas esse nome não se popularizou. Neste período, a vila crescia em ritmo lento. Em 1832, o arraial foi elevado à freguesia e passou a ter um juiz de paz e um pároco. Em 1841, devido ao crescimento do lugar, foi elevado à vila, graças à influência do Coronel Antônio José Rabelo Campos. O território foi então desmembrado do município de Lavras. Em 1850 foi criada a comarca de Três Pontas. Contudo, cinco anos depois, a comarca foi suprimida, sendo restaurada em 1873. Em 3 de julho de 1857 a vila recebeu o título de cidade. Nos anos de 1880 foram construídos os primeiros encanamentos de água da cidade. Existiam dois jornais periódicos na época: 'Estrela Mineira' e 'Despertador'. Dois trespontanos receberam títulos nobiliárquicos por Dom Pedro II: o Tenente Coronel Antônio Ferreira de Brito (Barão da Boa Esperança) e Major Antônio Luís de Azevedo (Barão do Pontal). Em 1889, o Barão da Boa Esperança presidia o Partido Conservador e João Ferreira de Abreu Salgado o Partido Liberal. Nessa fase de transição para a República, foi criada, em fevereiro de 1890, uma Intendência Municipal para governar a cidade. Em 1893 a cidade exercia grande influência na política sul mineira, mas começava a perder espaço e até 1947 praticamente não recebeu nenhuma ajuda do Estado ou do Governo.
Formação administrativa
Distrito criado com a denominação de Três Pontas, pelo Decreto de 14-07-1832 e pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, subordinado ao município de Lavras. Elevado à categoria de vila, com a denominação de Três Pontas, pela Lei Provincial n° 202, de 01-04-1841, sendo desmembrado de Lavras. Sede na antiga povoação de Três Pontas. Constituído do distrito sede. Instalado em 10-02-1842. Elevado à condição de cidade, com a denominação de Três Pontas, pela Lei Provincial n.° 801, de 03-07-1857. Pela Lei Provincial n.º 805, de 03-07-1857, e pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Carmo da Cachoeira e anexado à vila de Três Pontas. Pela Lei Provincial n.º 2.785, de 22-07-1881, o distrito de Carmo da Cachoeira foi transferido da vila Três Pontas para a vila de Espírito Santo da Varginha. Pela Lei Provincial n.º 3.086, de 06-11-1882, e pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, foram criados os distritos de Martinho Campos e Santana da Vargem e anexados ao município de Três Pontas. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911 o município é constituído de 3 distritos: Três Pontas, Martinho Campos e Santana da Vargem. Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1-IX-1920, o município aparece constituído de 3 distritos: Três Pontas, Martinho Campos e Santana da Vargem Grande. Pela Lei Estadual n.º 843, de 07-09-1923, o distrito de Santana da Vargem Grande tomou a denominação de Mombuca e o distrito de Martinho Campos passou a chamar-se Pontalete. Pela Lei Estadual n.º 860, de 09-09-1924, o distrito de Mombuca voltou a chamar-se Santana da Vargem. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933 o município é constituído de 3 distritos: Três Pontas, Pontalete e Santana da Vargem. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960. A Lei Estadual n.º 2.764, de 30-12-1962, desmembra do município de Três Pontas o distrito de Santana da Vargem, elevado à categoria de município. Em divisão territorial datada de 31-XII-1963 o município é constituído de 2 distritos: Três Pontas e Pontalete. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2014.
Fonte histórica: Três Pontas (MG). Prefeitura. 2015. Disponível em: http://www.trespontas.mg.gov.br/mat_vis.aspx?cd=6497. Acesso em: jun. 2015.
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